segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Gerenciando na velocidade da mudança - Daryl R. Conner - IBPI Press

Este livro é usado nos meios empresariais, por executivos, gerentes, consultores etc. Eu tenho um exemplar há um bom tempo - edição de 1995. Eu usava os ensinamentos do livro em cursos, seminários e  aulas. Inclusive, também, para tentar entender o que eu sentia frente a mudanças muito grandes, assustadoras, doloridas e drásticas na vida pessoal. 

Continuo respeitando o autor mas, desde 1995, eu coletei informações e observações sobre mudanças e concluí  que a maior parte das pessoas resiste às mudanças.

E queremos mudar o que não está bom.... é difícil e  não gostamos de mudar quando estamos felizes e vivendo bem.

Profissionais, há décadas, fazem o mesmo programa na mídia, são apresentadores do mesmo canal e do mesmo estilo de trabalho, estão encantando várias gerações de uma mesma família, eles iriam querer mudar? querer pendurar as chuteiras e ir para casa fazer crochê ou arrastar chinelo sem motivações?

E, nós, telespectadores, adoramos apresentadores, os jornalistas, quando eles nos são simpáticos - gostamos da voz, da forma com que comentam, das suas pausas, que às vezes confundimos e pensamos que nos são íntimos.

Muitos são os mesmos, desde a década de 80, na nossa televisão! E queremos que continuem!

Quando estamos bem, num bom ambiente, queremos mudar? A não ser que seja para manter tudo isso e conquistar algo mais.

Mas quem está trabalhando, no mercado, precisa ficar atento e mudar com velocidade, como diz o autor, pois a concorrência, a competição e a busca do lucro faz com que os executivos não se coloquem limites.


Curioso é por qual razão insistem para que mudemos nosso estilo pessoal, se não diz respeito a essa pessoa ou, não convivemos com a pessoa em questão. Por qual razão pessoas controlam e pressionam outras ?


O autor explica a relação humana com a mudança, as quebras das expectativas, os relacionamentos destrutivos, as fases da resistência às mudanças. É um excelente conteúdo profissional e pessoal, basta fazer a ponte dos conceitos.

pg 53 - "as estruturas que desconhecemos nos mantém prisioneiros"  - do livro Fifth Discipline, de Peter Senge, - "somente compreendendo como se relacionam certas variáveis de nossas vidas e como elas influenciam nosso comportamento durante uma transição é que atingiremos, um dia, nossa velocidade ideal de mudança."

pg 178 - Previna-se e evite uma situação ganha-perde, é ruim quando acontece, os conflitos aumentam. 

- Adiar julgamentos negativos
- Demonstrar empatia, compreensão para com os outros
- Valorizar a diversidade
- Integrar, favorecer a sinergia, tolerar a ambiguidade

Todo ser humano tem interesse pelo conforto e, ser maleável pode ser um problema. Patrocinadores, agentes querem determinar todas as respostas num mundo incoerente. 

A mente é capaz de processar dados rapidamente, as máquinas são ágeis, mas isso não acontece com nossas preferências pessoais e nem nossas emoções.

A psique humana é muito complexa e seria arrogância subestimar os impactos emocionais de mudanças profundas, perdas pessoais, ainda que intelectualmente estejamos preparados para as mudanças.

Maria Lucia Zulzke, em 30 de novembro de 2009, às 8:10 am, em S.Paulo - SP- Brasil

domingo, 29 de novembro de 2009

Receitas Preferidas de Maria Lucia Zulzke






2009





uma das receitas que faço brincando - receita bem antiga - com amendoim


                       
                          alô!  foto quando visitei o centro de atendimento da General Electric
                                                               USA - década de 90

Como usar esse material que preparei?  Receitas Preferidas de culinária, simples, gostosas e nada excepcionais.

Como eu não sou culinarista, não sou cozinheira de profissão e nem foi meu objetivo entrar nesse ramo ou mercado, depois de selecionar as receitas e informações, aqui, nesse material.... não sei o que fazer agora. Ficarão restritas ao nosso uso doméstico.

Meses atrás, comecei a digitar as receitas que eu mais gostava e fazia em casa. Simples, caseiras, rápidas e que agradavam meu paladar e de minhas filhas. Nutritivas, saudáveis.

Depois que minhas filhas cresceram e ficaram independentes perguntavam como cozinhar uma coisa ou outra e... assim, as receitas precisavam ser organizadas. Foi o que fiz.

Pela primeira vez na vida, sobrava tempo nos meus dias e passei a organizar um livro de receitas de culinária e passei a explicar sobre higiene na cozinha, alertar contra os "vilões" da cozinha.

Não há nada de mais nessas receitas mas evidencia a família simples em que fui criada, família operativa, pais trabalhadores, mãe rigorosíssima, estudos intensivos e... uma culinária básica brasileira com alguns pratos de sabor mais requintado. Fazer o "bolinho de chuva" com tanta simplicidade e dar certo agrada qualquer criança! Preparar o risoto com gim e ervas para Natal é receber elogios na certa! Dicas do programa Mais Você, da Ana Maria Braga...

Com tanto tempo livre que acabei tendo a partir de 2006, sem tantas consultorias, com as filhas distantes, sem ambições pessoais ou patrimoniais, com poucos lugares no mundo a pulsar de saudades, organizar um pouco da cultura culinária da minha casa no século 20 ajudou a ocupar bem meus dias ociosos.

As ilustrações e diagramação foram feitas pela Milena Zulzke Galli, minha filha mais velha, site www.milenagalli.com, onde podem ser vistos seus trabalhos mais significativos como designer.

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Com bem mais de 50 anos, eu me dei conta que nunca havia parado dentro de casa por mais do que o período de férias ...

Maria Lucia Zulzke, em 29 de novembro de 2009, às 13:00 hs em S.Paulo, S.P - Brasil


sábado, 28 de novembro de 2009

Histórias para Aquecer o Coração das Mães - Sextante Editora



Este livro, como dizem os autores, deve ser lido aos poucos, degustado como um vinho da melhor qualidade.

Em pequenos goles, as histórias de mães e filhos, alimentam os corações de modo diferente.

Cada história apresenta um significado especial e, se não percebemos nos momentos em que a vida está muito acelerada de trabalho, preocupações, cuidados, ambiguidades, atropelos, dúvidas, aliás rotina para quem diretamente cuidou dos filhos, acompanhou, levou para escola, médico, orientou,  um dia o quebra-cabeças parece se encaixar e uma bela paisagem, um belo quadro se manifesta.

A vida de um filho ou de uma filha é delicada como um botão, como o desabrochar da flor, como o desenvolver dos frutos, como floradas formando um todo.

                       Maria Lucia Zulzke, em 28 de novembro de 2009, em S.Paulo - SP - Brasil, às 7:35 am

Histórias para Aquecer o Coração das Mães - Sextante Editora


Pequena, gostava de ler livros infantis, muitos, e ver revistas. Pedia-me que lesse para ela antes de dormir. Agora, escreveu seu primeiro livro infantil sobre preservação de florestas e alguns conceitos de consciência ecológica, reciclagem, coleta seletiva etc da Editora Paulus - "Histórias que se escondem na floresta"


Quando,  em 2003, no Dia das Mães, em 12 de Maio, eu ganhei esse belo livro "Histórias que aquecem o coração das mães", coordenado por Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jennifer Read Hawthorne e Marci Shimoff, de minha filha, Fernanda, com uma dedicatória, para que eu lesse quando precisasse de palavras acolhedoras e doces, quando precisasse de histórias para aquecer meu coração, jamais eu poderia imaginar que voltaria ao livro no dia 28 de Novembro de 2009.

Neste dia, sábado, é ela, minha filha caçula, Fernanda Zulzke Galli, que aquece meu coração com sua história, ao lançar seu pequeno e primeiro livro para crianças.

Espero que ela persista como professora infantil, continue compartilhando ternura com seus alunos e leitores, bons ensinamentos.
Maria Lucia Zulzke, em S.Paulo - SP - Brasil, em 28 de novembro de 2009, às 7:35am

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

"Tomar a vida nas próprias mãos" - GUDRUN BURKHARD

 Fotos auxiliam na recuperação da biografia, para apoiar a metodologia do livro.

Por exemplo, coloco fotos pessoais, da trajetória profissional :


carteirinha de estudante
Unicamp - Engenharia de Alimentos - 5 anos  de estudos intensivos! 
foto com 20 anos de idade
   após 42 anos - consultoria própria e treinamento de profissionais 
é correto imaginar que eu já estaria entrando no outono da vida? será que a Dra. Gudrun precisará flexibilizar as faixas em que define as "estações" na vida das pessoas
e os homens, consultores, executivos, médicos, políticos, líderes sindicais também entram no outono da vida com 42 anos de idade - ficou-me esta dúvida a ser esclarecida...

Esse livro foi escrito por uma médica, co-fundadora da clínica Tobias, conhecida pela sua linha antroposófica em S.Paulo, no Brasil e exterior.

Atualmente ela está com 80 anos e muito ativa, dando palestras, como guru, em Santa Catarina, no início de novembro de 2009.

Existem cursos para se estruturar a própria biografia, como trabalho terapêutico e esse livro auxilia quem queira fazer essa retrospectiva de maneira independente.  

De acordo com a autora -  vitalidade e consciência -  são dois polos opostos, quando os estímulos externos reduzem-se, há geração de uma disposição fisiológica que permitirá se desenvolver a "alma da consciência". 

Analisar períodos de 7 anos, faz-se uma retrospectiva dos acontecimentos da vida e paralelamente, uma biografia da vida das pessoas que tiveram influência sobre nós - nenhum homem ou mulher é uma ilha!

Esse trabalho pode ser feito individualmente ou em grupos, e no livro, a autora fornece a metodologia. 

Importante, também, é discernir o que acontece pois é próprio da idade, o que é só nosso, individual, assim o que é repetitivo.

Verificar, por exemplo, que outras pessoas passam por acontecimentos semelhantes, em épocas similares, nos consola.

Relacionar comportamentos relacionados à uma determinada geração, por exemplo, ou cultura de país etc.

Além da própria biografia e estudo dos fatos marcantes, a autora recomenda que seja também feita a intersecção da biografia de pessoas com marcante interferência em nossas vidas.

Luz e sombra na vida de cada um, a cada época tons diferentes e, no final da vida, se possível, compor uma visão, uma música, uma sintonia.

A médica ressalta a importância de não se prender ao passado mas integrá-lo para viver o presente e nortear melhor o futuro. Não podemos negar o passado mas esse precisa ser elaborado para que não nos amarre e sim que nos libere.

De forma poética a médica define as fases da vida: 

pg 22 - "A primavera seria toda aquela fase na qual nós nos encorpamos, crescemos e amadurecemos fisicamente, até por volta dos 21 anos". "O verão, quando as plantas se expandem e atingem o máximo de sua vitalidade... corresponderia à fase expansiva da vida dos 21 aos 42 anos, aproximadamente. Já o outono, quando as cores se modificam... os frutos amadurecem... por volta dos 42 aos 63 anos de idade. Em seguida, entraríamos no inverno..." 

pg 24 -"Cada ser humano pode ser um jardineiro de seu próprio pomar para saber quando é a hora de plantar, adubar, regar e depois colher os frutos."

Mencionando um poema de Goethe, pg 25 -  "A alma do homem é como a água; do  céu vem, ao céu sobe, dele de novo tem que descer à terra em sua mudança eterna...."

Além da metodologia e de suas premissas espirituais, a autora irá orientar sobre o rítmo dos setênios que leva em conta planetas, a evolução do Cosmo e do homem. Cada setênio é mais relacionado a uma força planetária específica.

No capítulo IX, como trabalhar o presente, metas e objetivos para o futuro, para um balanço do desenvolvimento .

Quem ler vai querer se aprofundar e conhecer a autora.
Maria Lucia Zulzke, em 23 de novembro de 2009, às 9:48am, em S.Paulo - SP - Brasil.