Encontrei um outro aspecto importante no livro que não ressaltei ontem - trata-se da passagem de magnatas empresariais ao setor de filantropia e "mentoring".
" Os problemas da generatividade" - Para cada magnata que se transforma em filantropo e todo executivo que passa a desempenhar o papel de mentor, há dezenas de gerentes de escalão intermediário que acreditam que, se não forem capazes de manter sua percentagem no mercado, não prestam para nada.
Depois de tanto tempo medindo seu próprio valor segundo as demonstrações de perda e lucros, internalizaram todos os valores do sistema empresarial.... Por trás de seu pára choques protetores, suas rebeliões frustradas, a maioria dos gerentes de escalão intermediário sabe que custam um vintém a dúzia.
Homens mais jovens não são anjos a serem ensinados; são também uma ameaça. Esse conflito de generatividade é acompanhado pelo medo de correr mais riscos e da abominada falta de heroismo que a cada dia deixa atrás de si mais sinais desse medo....
"A coragem para uma mudança de carreira - No entanto, para muitos executivos há nesse tipo de ajustamento muita coisa que implica fracasso e obsolescência. Podem desejar sair, mas muitas vezes acham dificil passar para um trabalho de menos prestígio........ Quanto tempo realmente leva para um gerente intermediário realizar tal mudança é outra história.
....Os temores são de estagnação. Esses homens são pessoas fanatizadas pelo trabalho. Possuem uma coisa que conhecem muito bem e na qual trabalharam. Parar e mudar para outra coisa é muito duro."
por Maria Lucia Zulzke, em S.Paulo - SP - Brasil, em 24 setembro 2009, 11:35am
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
"Passagens - crises previsíveis da vida adulta", por Gail Sheehy
Tenho esse livro há muitos anos. A versão brasileira saiu em 1979 e é uma espécie de guia para elucidar os desafios, dificuldades e etapas que acompanham as nossas fases de crescimento e amadurecimento, a fase adulta - entre os 18 e os 50 anos, centro da vida, época de desenvolvimento e oportunidades.
Pessoas apresentam problemas? Hoje, crianças, adolescentes, adultos com dificuldades recebem rótulos inúmeros - doença do TOC, transtornos inúmeros, bipolaridades, demência e tantos outros termos que geram discriminações e desqualificações dos seres humanos.
Uma ironia da sociedade que devemos ficar muito atentos: os "vencedores" na concepção e receptividade pública e no sucesso financeiro, podem se dar ao luxo de serem bagunceiros e encrenqueiros, e briguentos. Recebem um rótulo bonito no julgamento popular - são hiperativos!
Um outro aspecto importante na avaliação das fases das pessoas - quão mais presos às tradições, controles, ou porque nascem muito ricos e donos de poder social, e gozam de grande estabilidade social, desfrutam de prerrogativas das quais serão privados os com menos condições intelectuais e econômicas.
A autora, embora tendo escrito o livro numa época diferente da atual, começa no capítulo primeiro com o relato de seu colapso nervoso aos trinta e poucos anos. Ela sofre um trauma imenso numa fase feliz e produtiva de sua vida. Estava conversando com um rapaz na Irlanda do Norte e uma bala de verdade destruiu o rosto do rapaz! Não era cinema, nem teatro e nem literatura ou arte. Era um dado da realidade que a alteraria!
nas páginas 10 e 11 ela descreve a desintegração da mente de uma senhora ativa e alerta, diante de uma perda irreparável - ela relata, também, experiência pessoal imaginando-se doida, diante de sua própria morte. Precisamos lutar e assimilar nossas deficiências e o lado destrutivo do mundo.
As pessoas não entendem as razões que levam outras pessoas a não superar dificuldades. São inúmeras as razões que fragilizam seres humanos e é muito mais fácil rotular e excluir.
Para quem não quer ser vítima dos autores de rótulos e carimbos de personalidades, esse livro ajuda muito! São inúmeros os núcleos onde precisamos organizar nossas vidas, são inúmeros os núcleos acolhedores ou, pelo contrário os núcleos julgadores, redutores e castradores das nossas potencialidades.
Essa autora querida, com seu livro, nos estende as mãos para atravessarmos mais uma etapa nova e única de nossas vidas. Visões distorcidas de envelhecimento e solidão ou, sistemas que insistem em vender a imagem da juventude eterna, deixam os seres comuns se sentindo "restos humanos" e se sabe que são procedimentos de manipulação psicológica deliberada, que tem como objetivo final induzir ao consumo - come-se muito para reduzir a ansiedade, usam-se remédios e outras muletas para superar o que poderíamos encaminhar de forma mais amorosa, quando entendemos o núcleo de cada um de nós.
Trechos do livro:
"os louros são reservados a realizações externas e não as internas"
"Todos nós temos aversão a generalizações, por julgarmos que elas violam o que cada um de nós tem de singular. No entanto, à medida que envelhecemos, mais nos tornamos conscientes da universalidade de nossas vidas, como também de nossa solidão essencial como navegadores na jornada humana.... A generalização me assustava cada vez menos. Reli uma observação de W.Carter com uma mistura de divertimento e aprovação: Só há duas ou três histórias humanas, que se repetem furiosamente, como se nunca tivessem acontecido antes".
"A sociedade oferece pouco apoio às pessoas que se desviam do rumo familiar de desenvolvimento. O disse-me-disse os transforma em pessoas "diferentes" porque elas desafiaram a sabedoria convencional e ameaçam o resto do rebanho."
"As pessoas ficavam perplexas com esses períodos de abalo. Tentavam relacioná-los com acontecimentos externos em suas vidas, mas não havia nenhuma constância nos acontecimentos que culpavam, ao passo que havia uma notável constância no tumulto interior que descreviam."
"O segundo objetivo seria comparar os rítmos de desenvolvimento de homens e mulheres. Logo se tornou gritantemente óbvio que o andamento do desenvolvimento não é sincronizado nos dois sexos. As fases fundamentais de expansão que conduzirão uma pessoa, com o tempo, ao pleno florescimento de sua individualidade são as mesmas para os dois sexos. Mas, raramente, homens e mulheres estão lutando com as mesmas perguntas na mesma idade."
Capítulo 18 - Dante Alighieri, na abertura da Divina Comédia: " No meio da viagem de nossa vida, encontrei-me numa floresta escura onde havia perdido o caminho. Ah, como é dificil falar daquela floresta, selvagem, rude e tensa, cuja lembrança renova meu medo. Nem a morte é mais horrenda."
Dante escreveu essas palavras em seu 42 aniversário.... era um idealista apaixonado aos 35 anos, casado com uma dona de terras e pai de vários filhos, e tinha sido eleito um dos principais magistrados de Florença. Tentou julgar com justiça em meio a violentas lutas políticas. Mas em 1302, Dante foi condenado in absentia por se recusar a reconhecer a autoridade do Papa em assuntos civis. Era uma transgressão da qual ele se orgulhava e de que não se arrependia. Rejeitou as regras "deles" em favor de sua própria autoridade. Em consequencia disso, seus bens foram confiscados e Dante foi banido de sua cidade natal.
Acontece que Dante começou a vaguear pelas aldeias e bosques da Itália, a "floresta escura" de que ele fala. Naquela floresta, face a face com os demônios com que todos nós nos confrontamos nesse período, ele lutou com divisões terríveis dentro de si mesmo."
"Ao assumir o papel de peregrino na Divina Comédia, ele representava o homem comum. E escolheu não um santo, e sim um pagão para o conduzir através do inferno. Para ele, renunciar ao mundo, como faz um religioso, seria negar grande parte de si mesmo, e para tanto ele era um poeta orgulhoso demais" ...
"A meia idade é definitivamente uma época para se ter um saudável respeito pela excentricidade. Isso só é possível quando vencemos o hábito de tentar agradar a todo mundo, o que parece acontecer tardiamente para muitas mulheres.... Quero que algumas pessoas gostem de mim, e basta."
O livro é volumoso, quase 500 páginas de estudos mostrando inteligência, delicadeza, pesquisa, espírito de investigação e cultura ampla. A autora realizou 115 entrevistas e fez o trabalho com bolsa da Fundação Alicia Petterson para estudar o desenvolvimento adulto.
por Maria Lucia Zulzke, em S.Paulo - SP - Brasil, em 23 de setembro de 2009, às 12:50pm
Pessoas apresentam problemas? Hoje, crianças, adolescentes, adultos com dificuldades recebem rótulos inúmeros - doença do TOC, transtornos inúmeros, bipolaridades, demência e tantos outros termos que geram discriminações e desqualificações dos seres humanos.
Uma ironia da sociedade que devemos ficar muito atentos: os "vencedores" na concepção e receptividade pública e no sucesso financeiro, podem se dar ao luxo de serem bagunceiros e encrenqueiros, e briguentos. Recebem um rótulo bonito no julgamento popular - são hiperativos!
Um outro aspecto importante na avaliação das fases das pessoas - quão mais presos às tradições, controles, ou porque nascem muito ricos e donos de poder social, e gozam de grande estabilidade social, desfrutam de prerrogativas das quais serão privados os com menos condições intelectuais e econômicas.
A autora, embora tendo escrito o livro numa época diferente da atual, começa no capítulo primeiro com o relato de seu colapso nervoso aos trinta e poucos anos. Ela sofre um trauma imenso numa fase feliz e produtiva de sua vida. Estava conversando com um rapaz na Irlanda do Norte e uma bala de verdade destruiu o rosto do rapaz! Não era cinema, nem teatro e nem literatura ou arte. Era um dado da realidade que a alteraria!
nas páginas 10 e 11 ela descreve a desintegração da mente de uma senhora ativa e alerta, diante de uma perda irreparável - ela relata, também, experiência pessoal imaginando-se doida, diante de sua própria morte. Precisamos lutar e assimilar nossas deficiências e o lado destrutivo do mundo.
As pessoas não entendem as razões que levam outras pessoas a não superar dificuldades. São inúmeras as razões que fragilizam seres humanos e é muito mais fácil rotular e excluir.
Para quem não quer ser vítima dos autores de rótulos e carimbos de personalidades, esse livro ajuda muito! São inúmeros os núcleos onde precisamos organizar nossas vidas, são inúmeros os núcleos acolhedores ou, pelo contrário os núcleos julgadores, redutores e castradores das nossas potencialidades.
Essa autora querida, com seu livro, nos estende as mãos para atravessarmos mais uma etapa nova e única de nossas vidas. Visões distorcidas de envelhecimento e solidão ou, sistemas que insistem em vender a imagem da juventude eterna, deixam os seres comuns se sentindo "restos humanos" e se sabe que são procedimentos de manipulação psicológica deliberada, que tem como objetivo final induzir ao consumo - come-se muito para reduzir a ansiedade, usam-se remédios e outras muletas para superar o que poderíamos encaminhar de forma mais amorosa, quando entendemos o núcleo de cada um de nós.
Trechos do livro:
"os louros são reservados a realizações externas e não as internas"
"Todos nós temos aversão a generalizações, por julgarmos que elas violam o que cada um de nós tem de singular. No entanto, à medida que envelhecemos, mais nos tornamos conscientes da universalidade de nossas vidas, como também de nossa solidão essencial como navegadores na jornada humana.... A generalização me assustava cada vez menos. Reli uma observação de W.Carter com uma mistura de divertimento e aprovação: Só há duas ou três histórias humanas, que se repetem furiosamente, como se nunca tivessem acontecido antes".
"A sociedade oferece pouco apoio às pessoas que se desviam do rumo familiar de desenvolvimento. O disse-me-disse os transforma em pessoas "diferentes" porque elas desafiaram a sabedoria convencional e ameaçam o resto do rebanho."
"As pessoas ficavam perplexas com esses períodos de abalo. Tentavam relacioná-los com acontecimentos externos em suas vidas, mas não havia nenhuma constância nos acontecimentos que culpavam, ao passo que havia uma notável constância no tumulto interior que descreviam."
"O segundo objetivo seria comparar os rítmos de desenvolvimento de homens e mulheres. Logo se tornou gritantemente óbvio que o andamento do desenvolvimento não é sincronizado nos dois sexos. As fases fundamentais de expansão que conduzirão uma pessoa, com o tempo, ao pleno florescimento de sua individualidade são as mesmas para os dois sexos. Mas, raramente, homens e mulheres estão lutando com as mesmas perguntas na mesma idade."
Capítulo 18 - Dante Alighieri, na abertura da Divina Comédia: " No meio da viagem de nossa vida, encontrei-me numa floresta escura onde havia perdido o caminho. Ah, como é dificil falar daquela floresta, selvagem, rude e tensa, cuja lembrança renova meu medo. Nem a morte é mais horrenda."
Dante escreveu essas palavras em seu 42 aniversário.... era um idealista apaixonado aos 35 anos, casado com uma dona de terras e pai de vários filhos, e tinha sido eleito um dos principais magistrados de Florença. Tentou julgar com justiça em meio a violentas lutas políticas. Mas em 1302, Dante foi condenado in absentia por se recusar a reconhecer a autoridade do Papa em assuntos civis. Era uma transgressão da qual ele se orgulhava e de que não se arrependia. Rejeitou as regras "deles" em favor de sua própria autoridade. Em consequencia disso, seus bens foram confiscados e Dante foi banido de sua cidade natal.
Acontece que Dante começou a vaguear pelas aldeias e bosques da Itália, a "floresta escura" de que ele fala. Naquela floresta, face a face com os demônios com que todos nós nos confrontamos nesse período, ele lutou com divisões terríveis dentro de si mesmo."
"Ao assumir o papel de peregrino na Divina Comédia, ele representava o homem comum. E escolheu não um santo, e sim um pagão para o conduzir através do inferno. Para ele, renunciar ao mundo, como faz um religioso, seria negar grande parte de si mesmo, e para tanto ele era um poeta orgulhoso demais" ...
"A meia idade é definitivamente uma época para se ter um saudável respeito pela excentricidade. Isso só é possível quando vencemos o hábito de tentar agradar a todo mundo, o que parece acontecer tardiamente para muitas mulheres.... Quero que algumas pessoas gostem de mim, e basta."
O livro é volumoso, quase 500 páginas de estudos mostrando inteligência, delicadeza, pesquisa, espírito de investigação e cultura ampla. A autora realizou 115 entrevistas e fez o trabalho com bolsa da Fundação Alicia Petterson para estudar o desenvolvimento adulto.
por Maria Lucia Zulzke, em S.Paulo - SP - Brasil, em 23 de setembro de 2009, às 12:50pm
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
"Histórias de Um superconsumidor " por Marcos Dessaune
Livro pela Editora Fundo de Cultura. O autor é advogado, comunicador e foi um grande sucesso como vendedor exclusivo de pianos austríacos no Brasil! Dedica-se à música clássica, desde a infância. Estudou, nos Estados Unidos, sobre qualidade de serviços e atendimento ao consumidor.
Creio que o mundo iria funcionar melhor, se fosse "passado a limpo" pelo crivo do autor e de pessoas exigentes como ele.
Para alguns, ele poderia ser do tipo "não levo desaforo para casa" mas ao contrário de quem pensa ganhar no grito, ele parece que não explode, mas persiste, insiste, registra, escreve e publica. Usa a internet como seu campo de mediação.
Ele fez do seu "ser" e "estar" no mundo, o seu laboratório de aprendizados e, por meio do poder do Direito e da imprensa, onde conta com admiradores, extrai conceitos para avançar no campo das suas propostas.
Neste seu livro, ele relata inúmeras experiências: num cartório, num banco com alguns profissionais da área financeira, com planos de saúde, na tentativa de ouvir música clássica com sua filha, ainda bebê, numa sala pública de concerto, com a falta de troco no varejo, numa vara judicial, e em muitos outros espaços públicos e comuns, partes da vida de cidadãos(ãs) civis.
Transcrevo, a seguir, parágrafos da Introdução do seu livro:
" Ouço frequentemente que os problemas de consumo em que me vejo envolvido - produtos com defeitos reincidentes, serviços pessimamente prestados, práticas abusivas etc - só acontecem comigo. Não é verdade. Eles ocorrem com todo mundo, porém as pessoas têm níveis diferentes de percepção, de tolerância e de reação. Pela minha formação acadêmica e prática profissional, creio estar "mais alerta" para detectar falhas e abusos dos fornecedores em geral. Além disso, como conhecedor dos próprios direitos, imagino ter uma reação "mais indignada" e de "cobrança efetiva" daquilo que considero ser justo, ético e lícito...."
por Maria Lucia Zulzke, em 18 de setembro de 2009, em S.Paulo - SP - Brasil, às 9:20hs
Creio que o mundo iria funcionar melhor, se fosse "passado a limpo" pelo crivo do autor e de pessoas exigentes como ele.
Para alguns, ele poderia ser do tipo "não levo desaforo para casa" mas ao contrário de quem pensa ganhar no grito, ele parece que não explode, mas persiste, insiste, registra, escreve e publica. Usa a internet como seu campo de mediação.
Ele fez do seu "ser" e "estar" no mundo, o seu laboratório de aprendizados e, por meio do poder do Direito e da imprensa, onde conta com admiradores, extrai conceitos para avançar no campo das suas propostas.
Neste seu livro, ele relata inúmeras experiências: num cartório, num banco com alguns profissionais da área financeira, com planos de saúde, na tentativa de ouvir música clássica com sua filha, ainda bebê, numa sala pública de concerto, com a falta de troco no varejo, numa vara judicial, e em muitos outros espaços públicos e comuns, partes da vida de cidadãos(ãs) civis.
Transcrevo, a seguir, parágrafos da Introdução do seu livro:
" Ouço frequentemente que os problemas de consumo em que me vejo envolvido - produtos com defeitos reincidentes, serviços pessimamente prestados, práticas abusivas etc - só acontecem comigo. Não é verdade. Eles ocorrem com todo mundo, porém as pessoas têm níveis diferentes de percepção, de tolerância e de reação. Pela minha formação acadêmica e prática profissional, creio estar "mais alerta" para detectar falhas e abusos dos fornecedores em geral. Além disso, como conhecedor dos próprios direitos, imagino ter uma reação "mais indignada" e de "cobrança efetiva" daquilo que considero ser justo, ético e lícito...."
por Maria Lucia Zulzke, em 18 de setembro de 2009, em S.Paulo - SP - Brasil, às 9:20hs
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Ame-se e Cure Sua Vida - Louise Hay - editora Best Seller
É possível que ao longo dos anos você só tenha entrado em contato com ela para repreendê-la e criticá-la. Não podemos rejeitar uma parte de nós mesmos e continuar em harmonia interior. É por isso que às vezes somos infelizes. A cura depende também de se juntar todas as partes de nós mesmos para podermos nos tornar inteiros e completos."
Escrevi poesia simples, mesmo sem rimas para a "criança interna" pois iria precisar aprender tanto sobre tanta coisa do presente e do futuro que eu jamais vivi.
por Maria Lucia Zulzke, em 16 de setembro de 2009, às 10:23 am, em S.Paulo - SP - Brasil
terça-feira, 15 de setembro de 2009
"Por favor, não me ame!"
Este livro de José Roberto Rocha, da editora Gente, chamou-me atenção pelo título. Como poderia alguém não querer ser amado(a) se todos (as) parecem procurar amor ?!
O "amor", afinal, em muitos casos, na maior parte das sociedades disfarça sensações como desejo físico, necessidade de companhia, vaidade, desejo de ostentar "um troféu" e por isso acorrenta, abafa, tolhe, controla, coloca limites, define expectativas, modelos etc. Para alguns homens e mulheres tem um peso imenso!
Mesmo que digam que os filhos nasçam para serem livres..."Seus filhos não são seus filhos...."
Ao longo do livro, que é curto mas denso, 134 páginas para se pensar - vai-se entendendo e acompanhando o raciocínio do autor que é mineiro, cursou o colégio científico mas conseguiu diversificar para as artes e ser autor de peças teatrais, ator e músico. Jornalista, estudou na Espanha, trabalhou em empresas de comunicação e programas jornalísticos em alguns países da Europa.
Um de seus parágrafos " ... no amor nada se controla. Não existe espaço para acertos de contas. Não há como contabilizar ou medir os sentimentos. É impossível avaliar lucros e perdas, frequente balanço do "dar e receber". No amor não devemos nos manifestar assim. A intenção cega de agradar e de ser agradado deve ser repensada e substituída pela livre fluência de nossos afetos. O comportamento de quem ama e quer ser amado passa obrigatoriamente pela espontaneidade das atitudes.
Por essas águas turvas é preciso navegar com todo o cuidado e leveza, equilíbrio e moderação. O fogo e a incandescência são elementos da paixão e do sexo, não do amor. Não podemos possuir o ser amado e nem guardá-lo para nós, privando-o do mundo, dos amigos e da vida."
por Maria Lucia Zulzke, em 15 de setembro de 2009, às 10:55am em S.Paulo - SP - Brasil.
O "amor", afinal, em muitos casos, na maior parte das sociedades disfarça sensações como desejo físico, necessidade de companhia, vaidade, desejo de ostentar "um troféu" e por isso acorrenta, abafa, tolhe, controla, coloca limites, define expectativas, modelos etc. Para alguns homens e mulheres tem um peso imenso!
Mesmo que digam que os filhos nasçam para serem livres..."Seus filhos não são seus filhos...."
Ao longo do livro, que é curto mas denso, 134 páginas para se pensar - vai-se entendendo e acompanhando o raciocínio do autor que é mineiro, cursou o colégio científico mas conseguiu diversificar para as artes e ser autor de peças teatrais, ator e músico. Jornalista, estudou na Espanha, trabalhou em empresas de comunicação e programas jornalísticos em alguns países da Europa.
Um de seus parágrafos " ... no amor nada se controla. Não existe espaço para acertos de contas. Não há como contabilizar ou medir os sentimentos. É impossível avaliar lucros e perdas, frequente balanço do "dar e receber". No amor não devemos nos manifestar assim. A intenção cega de agradar e de ser agradado deve ser repensada e substituída pela livre fluência de nossos afetos. O comportamento de quem ama e quer ser amado passa obrigatoriamente pela espontaneidade das atitudes.
Por essas águas turvas é preciso navegar com todo o cuidado e leveza, equilíbrio e moderação. O fogo e a incandescência são elementos da paixão e do sexo, não do amor. Não podemos possuir o ser amado e nem guardá-lo para nós, privando-o do mundo, dos amigos e da vida."
por Maria Lucia Zulzke, em 15 de setembro de 2009, às 10:55am em S.Paulo - SP - Brasil.
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