segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Memórias de uma envelhescente - Judith Nogueira

Gostoso poder ler um livro que nos lembra como é ser jovem, como é ter planos e estar convicto/a que irão dar certo.

Gostoso viver seguindo por um caminho e mesmo quando circunstâncias, pessoas, conjunturas, ironias, acidentes acontecem.... nós temos lucidez para alertar o que é nosso e o que é interpretação da outra pessoa , ou leitura interna de uma pessoa que nada tem a ver com nossa vida, nossos valores, pensamentos e planos.

Esse foi mais um dos ótimos livros que li nesses 2 últimos meses. Ainda preciso reler alguns trechos que mais gostei.

Uma médica escreveu !  Mestre em Comunicação pela PUC - SP. Procurem o livro e vão encontrar.  Ela nos mostra lados bons de se envelhecer... difícil de acreditar , mas ela consegue . Uma profissional de bom poder de convencimento.

Eu , na Pinacoteca de S.Paulo - ao lado de um grande painel com o saudoso ex Prefeito de S.Paulo - Dr. Olavo Setubal. Ele prefeito, eu, naquela época trabalhava no Procon-SP




S.Paulo, SP - Brasil -  31 de outubro de 2016 - segunda-feira - 5:57 pm -



quarta-feira, 5 de outubro de 2016

livro "O Sucesso" - Adriana Lisboa - Editora Alfaguara

Recém lançado no mercado , o livro de contos de Adriana Lisboa "O Sucesso" - Editora Alfaguara, 2016, chamou-me atenção por ter ganho prêmio José Saramago e usar o gerúndio em um dos contos - A mocinha da foto -  pg 53.

" Estava achando normal vê-lo agora preocupado com o colesterol alto, estava até se acostumando a vê-lo sair para caminhar todo dia, mesmo sendo o verão mais infernal de que tinham memória..."   "Depois dos sessenta, a pessoa precisa mesmo arranjar um modo de driblar a aceleração do tempo. "

Essa minha admiração pela autora Adriana, fica mais forte, além da qualidade das histórias escritas, porque na área de trabalho do Call Center, os profissionais foram massacrados por dizerem - Estaremos enviando.... estou transferindo... e assim por diante.... era uma das etapas de trabalho...

Quando se está diante de um processo com vários diferentes momentos de trabalho ou de vida, esse tempo de verbo é bem aplicado. No Brasil, foi objeto de verdadeiro tiroteio durante anos.


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SUCESSOOOOOOO OO o  o  o  o

Sigo lendo meus amados livros, companheiros de todas horas, com os quais pude passar horas e horas, dias e dias, desde quando fui alfabetizada ! E isso há décadas.

Feliz Dia das Crianças, em 12 de outubro, com os livros infantis, proporcionadores de papel, tato, visão, cheirinho natural das folhas, textura das folhas, cores e tudo de bom que representa para a introspecção, desenvolvimento de neurônios e foco das crianças.


Maria Lucia Zulzke, em 5 de outubro de 2016, às 12: 51 hs em S.Paulo - SP - Brasil.






"Tirando os sapatos" - Nilton Bonder - Rocco Editora


Li, reli e preciso voltar a ler esse belíssimo livro do Rabino Nilton Bonder - "Tirando os Sapatos" relatos de jornada interior e territorial , feita com outras pessoas, de outras crenças, em territórios mencionados no Velho Testamento. Dei de presente e emprestei meu exemplar. (Nesses meses de 2022 - adendo- só a leitura pode amenizar absurdos cometidos por  manifestantes delirantes de igrejas na colérica manifestação estridente em igreja da Padroeira do Brasil). Inimaginável! 

Esse livro é singular. Viagem realizada em Novembro de 2006.  Turismo espiritual. Num dos focos do livro está o território pisado, trajeto feito pelo corpo físico, hotéis, ruas e experiências dos relevos. Com a colaboração de uma jornalista, o Rabino fez uma entrevista, Tania Menai elaborou o texto. Num relato de seu próprio punho, Nilton Bonder  escreve sobre sua alma, a exteriorização de seu interior e a sua descoberta do Outro .

São Paulo - SP - 5 de outubro de 2016 - por Maria Lucia Zulzke, 12:16 hs 

01/11/2022 -  adendo 

sábado, 8 de novembro de 2014

O Primeiro Homem, Albert Camus, 1994

Meu exemplar desse livro foi comprado nos anos 90, talvez esperasse o tempo certo para ser lido.
Deliciosas horas me proporcionou nesse início de novembro de 2014 ! Ao final da leitura, fui pesquisar a biografia do autor e, para minha imensa surpresa, era o exato dia do seu aniversário 7 novembro - nasceu em 1913, morreu num acidente de carro com apenas 47 anos, em 1960. Além de ser um livro lindíssimo sobre infância de um menino, o aprendizado no colégio e as dificuldades da vida e rotina numa família pobre, mostra quão importantes são os professores para órfãos, e podem ajudar a ocupar o vazio deixado pela morte de uma figura parental. Os manuscritos desse livro foram recuperados com característica valiosa, foi necessário imenso esforço para conseguirem datilografar as páginas manuscritas em letra miúda e bem difícil de ser entendida, como fotos de páginas do manuscrito revelam. Esses manuscritos foram encontrados com o autor, no carro onde se acidentou e morreu. Quem escreve e narra a história é Jacques, aos 40 anos, a partir da visita que faz ao túmulo de seu pai. O texto é em formato de autobiografia pungente. Trata de uma universalidade que extrapola completamente o exótico lugar de Argel, Descreve a beleza do lugar, a praia, os árabes, os comerciantes, as ruas, a fachada do colégio, o rigor e bondade do professor, em vigorosa memória pessoal sobre o crescimento de uma criança. "Jacques sempre tinha devorado todos os livros que lhe caíam nas mãos e engolia-os com a mesma avidez com que vivia, brincava ou sonhava. Mas a leitura permitia-lhe escapar para um universo inocente em que a riqueza e a pobreza eram igualmente interessantes porque eram perfeitamente irreais." Um professor observou a capacidade do menino e se comprometeu a ajudá-lo no exame de admissão do ginásio - "Um professor primário, deste ponto de vista, está mais próximo de um pai, ocupa quase todo o seu lugar, é inevitável como ele faz parte da necessidade."... "Sua ortografia imperturbável, seus sólidos cálculos, sua memória treinada e sobretudo o respeito que lhes tinham inculcado por todos os tipos de conhecimento eram, ao menos no início de seus estudos, trunfos magistrais." "... Casbah, um bairro que dominava a cidade e o mar, ocupado por pequenos comerciantes de todas as raças e religiões, onde as casas cheiravam ao mesmo tempo a tempero e a pobreza. Lá estava ele, envelhecido, o cabelo mais escasso, as manchas de velhice por trás da pele já vitrificada das faces e das mãos, deslocando-se mais devagar do que outrora e visivelmente contente logo que conseguia sentar-se em sua cadeira de vime, perto da janela que dava para a rua do comércio...." contracapa - Romance que assume uma dimensão mítica e trágica, testamento literário e político de um dos maiores escritores do século 20 - Depois de ler o livro, ainda há mais um presente à espera de seus admiradores/as, pelo youtube, consegue-se ver a magistral interpretação por Marcelo Mastroiani, do Filme O Estrangeiro - numa recuperação excelente em qualidade. Início de novembro voltado a esse célebre autor nascido na Argélia, tendo lido a carta que escreveu ao professor em 19 novembro de 1957 - época em que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura. Maria Lucia Zulzke, em 8 de novembro de 2014, em S.Paulo - capital - Brasil, sábado 5:59 pm

domingo, 2 de novembro de 2014

Diário da Queda - Michel Laub - Cia das Letras

Diário da Queda, excelente livro de Michel Laub (foto) é um romance sobre Identidade e Memória, as influências das gerações numa mesma família. Em uma escrita ágil, atraente, usa da ironia em alguns capítulos, aborda desafios de adolescentes nas escolas, o conceito de grupo e suas identidades, do adolescente "diferente", trata do tema atual do "bulling" sem mencionar esse termo, perseguições podem ser suportadas sem que os pais dos estudantes fiquem sabendo. Pelo avô, imigrante europeu, o narrador aproxima muitos de nós com ascendência européia, que se lembram de alguém da família com características semelhantes, a circunspecção e poucas palavras, as profissões disponíveis como caixeiros-viajantes, comerciantes e a dificuldade com o domínio do idioma. Para aqueles cujo foco principal é o holocausto, o avô é sobrevivente que, no Brasil, teve oportunidade de casar-se e formar família no Rio Grande do Sul. Há uma abordagem da moral judaica e rituais para introduzir os rapazes na vida adulta, descobertas e registros, por meio de diários do avô do narrador. O autor passa grande emoção em seu ritmo de escrita nas 151 páginas. Os direitos autorais foram vendidos para o cinema e há versão do romance em mais de 10 idiomas. Editora Companhia das Letras. Esse foi um dos livros estudados no Ciclo de Críticas, de autoria de Michel Laub, coordenação Jardim Alheio, na Casa das Rosas, em S.Paulo - capital, no mês de outubro de 2014. Maria Lucia Zulzke, em 02 de novembro de 2014, em São Paulo - capital - Brasil, 10:36 am.