sábado, 5 de dezembro de 2009

Capitalismo Natural - criando a próxima revolução industrial




cena matinal, 9 horas da manhã, em maio 2009, em Copenhague
transporte público, metro, ônibus, andar a pé e bicicletas

Dizem que, na política, não existe vácuo. "O rei morreu, viva o rei".

No Vaticano, os cardeais fecham-se numa sala para escolher um novo Papa e só sairão da concentração de votações após a escolha de um  novo Papa, emitindo sinais para a população que aguarda, fumaças negras ( ainda não houve consenso) ou fumaça branca (temos nosso eleito), de acordo com a decisão obtida.

Vivemos em processo acelerado de industrialização e produção e consumo. Desacelerar bruscamente?

A humanidade, os sistemas não conseguiriam lidar com essa desaceleração e perdas. Um novo sistema precisa ser recolocado na pauta de todos os países e mudar o sistema global.

Há um abismo imenso entre as imagens da mídia entre o que/ quem é valorizado e o cenário de consumo sustentável. Há um abismo imenso na mídia entre o que equilibra o ser humano, o que integra o ser humano com o ambiente, a natureza e o mistério do Sagrado com as imagens mostradas.

Somos selecionados e discriminados, na maior parte dos grupos, por nossos padrões de consumo e pelo nosso visual, além de outros fatores classistas, corporativos entre outros da antropologia social.

Somos bem recebidos ou não pela marca de nossos carros,  pela nossa aparência, pelas nossas roupagens (sim, na nossa sociedade de consumo, a veste faz o monge) e por todos os sinais exteriores de riqueza.

Dependendo da cultura, isso torna-se ainda mais vital e crucial! Pessoas corretas, trabalhadoras e discretas são punidas se não forem vorazes e ambiciosas  ou se não entrarem no jogo da competição e concorrência.

Os autores dizem que, "trabalhadores mais produtivos" estão sendo demitidos, referindo-se às abelhas e espécies que fazem a conexão da natureza com os recursos naturais (vide comentários do dia 20 de agosto).



Portanto, negociações sobre quem vai manter florestas e quais países podem continuar desmatando florestas no planeta é uma discussão fadada à implosão do Planeta.  A equação e resultado final não leva à redução do consumo dos recursos não renováveis, só irá paralisar jogadores  mais cordatos.

A nova revolução industrial, abordada pelos autores, neste livro, parece ser o sinal de Fumaça Branca para os conflitos de crescimento sustentável. 

Com a elite de pesquisadores, cientistas e professores competentes espera-se sucesso na Reunião sobre Clima, em Copenhague. Darwin não pode continuar sendo usado indefinidamente nas sociedades pois é mais do que óbvio que a corda se rompe do lado do mais fraco.

Respeitar leis naturais, leis da física, da química entre outras: 1 +2 + 3 = 6 e  3 + 2 + 1= 6 - a ordem dos fatores não altera o produto em muitos casos.

80% da riqueza mundial nas mãos de 2% da população mundial elimina o diálogo de 98% da população e a possibilidade de mobilidade para melhores condições de vida, escolaridade, alimentação, moradia, saúde etc.

Tive acesso a este livro, na Palestra do Professor Luis Felipe do Nascimento, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Procurar nos sites da Read - Revista Eletrônica de Administração e Portal de Gestão Ambiental da Universidade. Ele é autor do livro Gestão Socioambiental Estratégica.

Quando ele se apresentou em S.Paulo, em  29 de maio de 2008, num evento realizado pela Associação dos Engenheiros da Cetesb -  "Em busca da sustentabilidade", presença de conferencistas de vários estados e renomados, em consumo sustentável, desenvolveu sua palestra baseando-se no livro.

O Planeta não sabe ir para a mesa de negociações e não espera a hora certa para falar. O Planeta fala por si e os sinais estão evidentes.

Em Copenhague, na Dinamarca, o metro é perfeito, pontual, percorre distâncias bem grandes! em Copenhague os supermercados são despojados! em Copenhague - Dinamarca, ainda não adotaram a moeda euro! em Copenhague a população vai trabalhar de transporte coletivo ou bicicleta. 

E no Brasil, quantas cidades como Copenhague?  Quem quer planejar crescimento urbano e rural?



Mãe leva filho dentro de uma caixa, em sua bicicleta, nas ruas de Copenhague.
Bicicletas estacionadas, em vários locais, dia lindo de maio de 2009!

Maria Lucia Zulzke, em 05 de dezembro de 2009, às  13: 25, em S.Paulo - SP - Brasil

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Capitalismo Natural - Reunião sobre Clima na Dinamarca

Quem ler este blog, recomendo que procure, em 20 de agosto, meus comentários sobre o livro Capitalismo Natural da Cultrix - Amana Key.

Autores: Paul Hawken, Amory Lovins, L. Hunter Lovins.

A leitura do livro tem tudo a ver com a discussão e algumas propostas também!


3 de dezembro de 2009, às 15:20 hs, em S.Paulo - SP - Brasil, Maria Lucia Zulzke

Maslow no Gerenciamento - Abraham Maslow - Qualitymark Editora

Existem temas que vão e voltam, e a pirâmide de Maslow parece  estar dentre esses ensinamentos simples e óbvios, fundamental para cada pessoa individualmente.

Assim como a ascensão social, financeira é sonhada, trabalhada e vislumbrada, a descida é dolorosa em termos de posição, cargo, riqueza,  salários, relacionamentos, perda de saúde entre outras "perdas necessárias ou não necessárias". Muitas vezes, certas perdas são intoleráveis.

"A tarefa de cada homem é melhorar a si próprio" e isso significa - necessidades básicas, necessidades relacionais, necessidades comunitárias e de realizações, como bem explica Maslow para quem ler seus estudos.

Como mudam as necessidades, prioridades de grupos, os requisitos de gêneros e de regiões, é preciso cuidado para evitar equívocos e mentiras.

Contribuições individuais fortalecem empresas e organizações esclarecidas, mais socialmente responsáveis e menos destrutivas.

Há necessidade de boa comunicação para atingir a meta final que é a presença de pessoas felizes e melhores.

Maria Lucia Zulzke, em 03 de dezembro de 2009, às 9:11 am, em S.Paulo - SP - Brasil

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

.................... um esclarecimento após 104 dias .......................

Os livros mencionados até aqui, a partir de agosto de 2009, período de 104 dias, são importantes para mim.

Esclareço os motivos ao longo dos comentários e seleção de parágrafos. 

Todos os autores são queridos, alguns importantes e de renome internacional. 

Entre os livros menos conhecidos está o meu próprio, visto que foi vendido para um público específico no Brasil, segmento empresarial e acadêmico.

O fato é que cada um dos livros está em mim! Enquanto eu leio um livro, faço um diálogo silencioso com o (a) autor (a).  Eu converso com o / a autor/a.  Transporto-me para o lado do/a autor/a. 

Há um eco dentro de mim e eu passo a querer  reelaborar meu conhecimento e interpretação de mundo a partir da visão do autor (a).

Nos autores selecionados, alguém ou um fato importante nos reflete em algo, em alguma experiência, em algum desejo, em algum espanto, em alguma fase de nossas vidas, em um aprendizado.

Tecnicamente, em redação criativa, diz-se que "o (a) leitor (a) conversa com o (a) escritor(a)".

Maria Lucia Zulzke, em 02 de dezembro de 2009, às 14:35 hs, em S.Paulo - SP - Brasil

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Gerenciando na velocidade da mudança - Daryl R. Conner - IBPI Press

Este livro é usado nos meios empresariais, por executivos, gerentes, consultores etc. Eu tenho um exemplar há um bom tempo - edição de 1995. Eu usava os ensinamentos do livro em cursos, seminários e  aulas. Inclusive, também, para tentar entender o que eu sentia frente a mudanças muito grandes, assustadoras, doloridas e drásticas na vida pessoal. 

Continuo respeitando o autor mas, desde 1995, eu coletei informações e observações sobre mudanças e concluí  que a maior parte das pessoas resiste às mudanças.

E queremos mudar o que não está bom.... é difícil e  não gostamos de mudar quando estamos felizes e vivendo bem.

Profissionais, há décadas, fazem o mesmo programa na mídia, são apresentadores do mesmo canal e do mesmo estilo de trabalho, estão encantando várias gerações de uma mesma família, eles iriam querer mudar? querer pendurar as chuteiras e ir para casa fazer crochê ou arrastar chinelo sem motivações?

E, nós, telespectadores, adoramos apresentadores, os jornalistas, quando eles nos são simpáticos - gostamos da voz, da forma com que comentam, das suas pausas, que às vezes confundimos e pensamos que nos são íntimos.

Muitos são os mesmos, desde a década de 80, na nossa televisão! E queremos que continuem!

Quando estamos bem, num bom ambiente, queremos mudar? A não ser que seja para manter tudo isso e conquistar algo mais.

Mas quem está trabalhando, no mercado, precisa ficar atento e mudar com velocidade, como diz o autor, pois a concorrência, a competição e a busca do lucro faz com que os executivos não se coloquem limites.


Curioso é por qual razão insistem para que mudemos nosso estilo pessoal, se não diz respeito a essa pessoa ou, não convivemos com a pessoa em questão. Por qual razão pessoas controlam e pressionam outras ?


O autor explica a relação humana com a mudança, as quebras das expectativas, os relacionamentos destrutivos, as fases da resistência às mudanças. É um excelente conteúdo profissional e pessoal, basta fazer a ponte dos conceitos.

pg 53 - "as estruturas que desconhecemos nos mantém prisioneiros"  - do livro Fifth Discipline, de Peter Senge, - "somente compreendendo como se relacionam certas variáveis de nossas vidas e como elas influenciam nosso comportamento durante uma transição é que atingiremos, um dia, nossa velocidade ideal de mudança."

pg 178 - Previna-se e evite uma situação ganha-perde, é ruim quando acontece, os conflitos aumentam. 

- Adiar julgamentos negativos
- Demonstrar empatia, compreensão para com os outros
- Valorizar a diversidade
- Integrar, favorecer a sinergia, tolerar a ambiguidade

Todo ser humano tem interesse pelo conforto e, ser maleável pode ser um problema. Patrocinadores, agentes querem determinar todas as respostas num mundo incoerente. 

A mente é capaz de processar dados rapidamente, as máquinas são ágeis, mas isso não acontece com nossas preferências pessoais e nem nossas emoções.

A psique humana é muito complexa e seria arrogância subestimar os impactos emocionais de mudanças profundas, perdas pessoais, ainda que intelectualmente estejamos preparados para as mudanças.

Maria Lucia Zulzke, em 30 de novembro de 2009, às 8:10 am, em S.Paulo - SP- Brasil