segunda-feira, 16 de novembro de 2009

publicidade e promoção de livro infantil



foto na noite de autógrafos em 28 de novembro


O lançamento - livraria Saraiva - Shopping El Dorado - São Paulo
a partir das 16 horas                                                                                                 
Maria Lucia Zulzke, em 16 de novembro de 2009, às 12:45, em S.Paulo - SP - Brasil

sábado, 14 de novembro de 2009

I know it When I See it - John Guaspari - Amacom American Management Association

Não sei se esse livro foi comercializado no Brasil, em português.

Trata-se de uma história empresarial tão bem arquitetada, tão bem imaginada, sobre qualidade! É uma fábula sobre qualidade.

Como seria o idioma sem as pontuações, vírgulas, sem poder ter recursos visuais para demonstrar nossas emoções? E assim, foi criada a empresa - Pontuação Ltda -  muito bem sucedida, com ampla linha de produtos - ponto e vírgula, dois pontos, reticências etc.

A concorrência chega para a empresa com a disputa dos consumidores e como se comportavam os funcionários? Como era a qualidade das pontuações e a importância da sua qualidade e da fixação para que o texto pudesse expressar exatamente o que deveria, evitando erros, equívocos ou perdas das pontuações etc.

É uma fábula muito bem montada, uma leitura deliciosa que deixa imensa saudades da época - 1985.

Raramente eu sou saudosista, gosto de pensar o futuro, mas naquela época havia toda a boa fé do mundo para se fazer o melhor, cada um iria procurar fazer o melhor pois ansiávamos por liberdade política e, a concorrência mundial e internacional não desanimava tanto, na partida, com o afunilamento atual das riquezas e a desigualdade financeira cada vez maior, nos dias de hoje.

Lançada a fábula 24 anos atrás, quando saíamos do regime fechado no Brasil, quando as empresas estavam procurando abrir-se para o diálogo com os clientes, aprimorando a qualidade, agilizando os processos de comunicação com os públicos internos e externos.

Hoje, a concorrência mundial é tão brutal, tão intensa, tão sem rosto, capitais voláteis indo e vindo, de acionistas de qualquer parte do mundo, que não importa o desemprego, não importa quem irá ser cortado e excluído do mercado que fica difícil encontrar as respostas. Quais são nossos pontos fortes e competitivos, o que podemos ver na qualidade dos nossos informativos e comentários? 

Atualmente, a internet traz novas questões, precisamos decidir sobre produtos, discos e livros via web. Valem?  E como pagar direitos autorais? Quem se valerá?  Como sobreviver na exclusão do trabalho? Quem pagará direitos autorais pelo material da web? Como medir conquistas e vitórias?  Quem é o concorrente? 

O livro " I know it when I see it" lançado em 1985 é focado em produção,  qualidade, trabalho de equipe, consumidor - para produtos concretos e físicos.

É um texto de condução muito inteligente - "Só Vendo para Crer" - na tradução do título pelo Instituto de Movimentação e Armazenagem de Materiais - IMAM, em 1989.

Maria Lucia Zulzke, em 14 de novembro de 2009, às 13:50, em S.Paulo - SP - Brasil

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Assédio Moral - Marie France Hirigoyen - Bertrand Brasil

Jogos? concorrência? negócios? disputa? mundo real? imaginação? darwin? conflito de interesses? dinheiro? doença? ganância? ambição desmedida? competência? hábitos e técnicas concorrenciais?  incompetência? luta dos gêneros? sobrevivência do mais forte e sem limites? guerra de poder? dominação do mais apto? do mais esperto? ... esse é mais um livro "soco no estomago" porém, ler é preciso! Espécie de observatório do "planeta animal" povoado por.... animais racionais.


pg 79 - Isolar - "Quando alguém decide destruir psicologicamente um empregado, para que ele não possa defender-se, é preciso primeiro isolá-lo, cortando as alianças possíveis....

Por insinuações ou por preferências ostensivas, provocam-se ciúmes, jogam-se as pessoas umas contra as outras, semeia-se a discórdia. O trabalho de desestabilização é feito, assim, por colegas invejosos, e o verdadeiro agressor pode dizer que ele não tem nada a ver com isso...Deixar em quarentena é algo muito mais gerador de stress do que sobrecarregar de trabalho, e torna-se um processo destruidor. Os dirigentes sentem-se à vontade para servir-se deste sistema com o fim de levar à demissão alguém de quem não mais necessitam."


pg 80 - Induzir ao erro "Um meio bastante hábil de desqualificar uma pessoa consiste em induzi-la a cometer uma falta não só para criticá-la ou rebaixá-la, mas também para que tenha uma má imagem de si mesma. É muito fácil, com uma atitude de menosprezo ou de provocação, levar uma pessoa impulsiva a um acesso de cólera ou a um comportamento agressivo, observável por todos, para poder dizer em seguida: Vocês viram, esta pessoa é completamente louca! Ela atrapalha o serviço."

pg 80 - Assédio Sexual - "Não se trata tanto de obter favores de natureza sexual quanto de afirmar o próprio poder, de considerar a mulher como seu objeto (sexual). Uma mulher assediada sexualmente é considerada por seu agressor como estando "à disposição". Ela deve aceitar e até sentir-se lisonjeada, realçada, por ter sido " a escolhida".

Se a mulher não aceitar o assediador, ela sofre retaliações como agressões, humilhações e não é raro que o agressor diga que ela é quem o provocou, era permissiva, era desfrutável (termo usado para divorciadas, filhas inocentes de divorciados, filhas de viúvas ou de famílias com pouco poder ou influência etc.). Nesses casos, precisamos diferenciar o que é um comportamento sadio de relacionamentos interpessoais e comportamentos permissivos e provocadores.

A autora explica que os países entendem as abordagens sexuais de forma diferente, mais ou menos severa, mais ou menos tolerante. Na França, por exemplo, só é reprimida a chantagem sexual. Enquanto que, nos Estados Unidos, o assédio sexual já é uma forma de discriminação sexual. Mesmo existindo nos dois sexos, a maior parte são mulheres assediadas por seus superiores hierárquicos, onde em geral há maior presença de poder, financeiro e relacional.

pg 87 - "Cale-se, escute e registre, apenas. Você não tem cérebro. Suas opiniões pessoais não valem nada. O que você pensa não tem o menor interesse. O que você sente também não interessa. Você está a meu serviço. Você está aqui para proteger meus interesses e responder a minhas necessidades... Eu não quero martirizá-la. Só quero ajudá-la porque, se você fizer bem o que eu mando, se ouvir e registrar tudo, então poderá vir a ter tudo que quiser" 

pg 88 -"A técnica é sempre a mesma: utilizam-se as fraquezas do outro e leva-se o outro a duvidar de si mesmo, a fim de aniquilar suas defesas. Por um procedimento insidioso de desqualificação, a vítima perde progressivamente a confiança em si, e por vezes fica tão confusa que pode chegar a dar razão a seu agressor: Eu sou nulo, eu não consigo, eu não estou à altura. Assim, a destruição se dá de forma extremamente sutil, até que a própria vítima se põe na condição de quem está em erro." 

Analisando as frases acima percebe-se que os agressores precisam conhecer a vítima. Portanto, ou convive ou conviveu ou deverá se aproximar diretamente ou por meio de seus enviados, subordinados, amigos etc. O livro explica a violência direta e real.

A violência privada e íntima, nas famílias - comentários depreciativos  etc.

A violência entre casais - os mistérios, os silêncios, as informações mentirosas, as censuras, as comparações ferinas, a mágoa porque o outro veio de família mais rica, com mais posses, ou porque o outro estudou mais ou tem mais facilidade em algum aprendizado, porque o outro é mais bonito e bem sucedido, mais solicitado -  o crescimento vertiginoso de um na vida profissional e a decadência física e social do outro.

Existem pessoas e profissionais, processos e sistemáticas "competentes" em retirar das pessoas e profissionais-alvo a auto- estima e a confiança em si mesmos.

Vantagens dessas técnicas? Várias. O preço de manutenção de um conjuge depreciado, confinado em casa, é  mais baixo do que alguém sofisticado, bem posicionado e socialmente demandado.

Se alguém sai perdendo, a quem beneficia essa perda? Diretamente ou socialmente?

A violência oculta nas empresas - pode ser no estacionamento que encontre os pneus furados do seu carro, ou a lataria riscada, comentários maliciosos nos corredores e olhares maliciosos em reuniões etc.

Marcação de reuniões em horários impossíveis, excesso de demanda ou, o contrário, a infantilização da tarefa, a ridicularização no meio dos grupos, os comentários sexistas etc  Uma forma de discriminação é abordada no filme - Philadelfia, existem exemplos do que se pode fazer quando há consenso sobre a expulsão de um aidético da equipe.

Como diferenciar um assédio moral recorrente, contra alguém,  determinado, de um preconceito racial ou religioso a um grupo? Ou, uma retaliação pontual e até mesmo corretiva? A autora responde - as consequências a longo prazo e a reincidência das investidas contra uma determinada pessoa ou sua família.

O preconceito racial contra um determinado grupo Não  leva a ações constantes como acontece quando se tem alguém por alvo.

Se existe algo pontual a ser corrigido, as boas técnicas de educação e orientação e coaching, conduzem a pessoa a ter consciência de seus erros e há uma meta para corrigí-los e superá-los. São destacados profissionais mais experientes para servirem de exemplos e modelos de admiração desde que seja possível haver uma correlação no espelho apresentado.

Modelos incompatíveis são inadequados. Por exemplo, dar a uma profissional de idade ou com biotipo normal, metas de se aproximar de uma modelo profissional da moda e jovem, é submeter a pessoa idosa ao fracasso, pela impossibilidade da missão.

Exigir performance de hábil política ou performance de liderança a uma pessoa restrita em hábitos e rotinas, sem histórico de brilho político, seria outra forma de assédio moral. Do outro lado, limitar o funcionário a tarefas sem valor quando este conta com capacidade e experiência para fazer algo mais qualificado e reconhecido.

Quando o profissional se dá conta da agressão pessoal, o choque é muito grande! Há um enredamento, há um crescimento de estágios de humilhações em ambientes inóspidos onde o profissional não tem domínio ou aliados. A dor, o estranhamento, o choque emocional e a angústia se misturam.

"Quando adquirem consciência da manipulação, as vítimas se sentem lesadas, como alguém que acaba de ser objeto de uma fraude dolosa. Encontra-se nela um sentimento idêntico, de terem sido enganadas, exploradas, de não terem sido respeitadas. Descobrem, um tanto tardiamente, que são vítimas, que alguém as fêz de joguete. Perdem sua auto-estima e sua dignidade, tem vergonha das reações que aquela manipulação provocou nelas: Eu devia ter reagido mais cedo! ou Como foi que eu não vi isso?"

"Na maior parte dos casos ficam a procura de uma reabilitação, de um reconhecimento de sua identidade. esperam um pedido de desculpas, que nunca receberão, por parte do agressor. "

As testemunhas podem ser manipuladas pelo perverso, ou por meio de dinheiro ou perspectivas de trabalho, ou promoções ou vantagens pessoais e, ao perverso, as testemunhas passam a se juntar na agressão ou na omissão.

pg 178 - "Quando se dá uma agressão perversa, o agressor age de maneira a mostrar-se todo poderoso, demonstrando rigor moral e sabedoria. ...De modo geral, entre os acontecimentos da vida suscetíveis de desencadear um estado depressivo não se contam apenas as experiências de luto ou separação, mas também a perda de um ideal ou de uma idéia supervalorizada" 

pg 179-"As perturbações psicossomáticas não resultam diretamente da agressão, mas do fato de o sujeito estar incapaz de reagir. Faça ele o que fizer, está e estará errado na percepção dos grupos, e faça o que fizer, é ou será olhado como principal culpado." 

"Os perversos, para provar que a vítima é má, estão prontos a provocar nela a violência para com eles. .... Acontece, porém, que a vítima volta essa violência contra si mesma, sendo o Suicídio a única solução para livrar-se do seu agressor."

Agir - pg 188 - "Quanto mais a crise for retardada, mais violenta ela será."

pg 210 - "Não somos um psiquismo isolado, somos um sistema de relações."

comentários próprios - A França conta com muitos psicanalistas e psiquiatras que trabalham com a questão do assédio moral. Notícias da mídia recente, no ano 2009, mencionam a elevada incidência de suicídios de trabalhadores franceses sendo submetidos ao pavor do desemprego. Existem tantas formas de terror sutil - mandar emails constantes sobre mortes, notícias de suicídios de ex colegas no trabalho e sobre cenários sombrios no futuro de aposentados.... , disseminar péssimas notícias, recorrentes, instala a visão de impotência e incapacidade de reagir.

Importante: são processos circulares e não se consegue entender como começaram ou qual foi o estopim ou motivo pontual - tudo é possível em ambientes doentios ou com a influência de mentes doentias. O que é possível entender é que não servem para "levantar ninguém" da depressão.

Comportamentos  de familiares considerados "mais inteligentes" ou mais respeitáveis? Estudos da mente? Estudos de comportamento do acuado e vítima? E o agressor ou grupos de agressores não quer um final reparador.

Hipóteses - processos grupais em famílias, processos de controle,  disputas políticas e comerciais, concorrenciais, interesses em relações patológicas, falta de compromisso com a vida do indivíduo em questão ou por razões diversas.

A quem interessaria inutilizar um cidadão, um familiar, um profissional ou um ser humano? Existem relações perversas e a explicação sistêmica é:  um dos protagonistas é um perverso narcisista e, o outro, tem a propensão de culpar-se.


A grande possibilidade é existirem dados prévios de personalidades e processos circulares nos grupos que se reforçam e se endossam.

pg 217 - " A imaginação humana é ilimitada quando se trata de matar no outro a boa imagem que ele tem de si mesmo, mascaram-se as próprias fraquezas e pode-se assumir uma posição de superioridade. Em todos os tempos houve seres desprovidos de escrúpulos, calculadores, manipuladores para os quais os fins justificam os meios, mas a multiplicação atual dos atos de perversidade nas famílias e nas empresas é um indicador do individualismo que domina em nossa sociedade.

Em um sistema que funciona com base na lei do mais forte, do mais astucioso, os perversos são reis. Quando o sucesso é o valor principal, a honestidade parece fraqueza e a perversidade assume um ar de desenvoltura."


pg 218 - " Projeto de lei foi proposto na França propondo considerar como delito o " trote", reprimindo todo o ato degradante nos meios escolar e sócio educativo. "

Eu, particularmente, que tive uma formação acadêmica ligada a ciências exatas, uma formação religiosa muito severa, e uma família muito exigente quanto aos estudos, regras etc, considero esse livro arrepiante! Congela o sangue nas veias à medida que vai sendo compreendido o processo de manipulação.

Como desmascarar a ação perversa? As violências decorrem da vontade de alguém querer se livrar de outro alguém, sem sujar as mãos!

Ou de desvalorizar alguém para se sentir superior ou por questões diversas. Alguém se beneficia, objetivamente.


Seria melhor que as pessoas de bem, de boa índole leiam este livro, por mais doloroso que seja, por mais horripilante que lhes pareça, para diferenciarem os tratamentos honestos, nos vários ambientes onde vivem. É melhor ler antes, do que depois de se ver pego nas armadilhas dos verdadeiramente perversos.

Palavras depreciativas recorrentes, olhares raivosos (como decifrar?), comentários baixos e sussurrados com conotações desabonadoras e deboches, sorrisos irônicos  considerados sinais e atitudes de violência perversa ou assédio moral.

De acordo com a autora, ao longo de anos, de um processo de desgaste e desqualificação, as vítimas, além de doentes, ficam paralisadas, sem ação, tornam-se objetos "sem alma", sem vontade, sem desejos, sem conseguir atuar produtivamente. É a guerra, com fins de tirar profissionais do caminho de quem tem os meios e os maiores recursos de persistir. 

As vítimas, antes de ficarem imobilizadas totalmente, podem ser levadas ao suicídio - mesmo para se matar é necessário ter energia. Seria a vitória máxima esperada pelos agressores! Assédio moral, sem um tiro, sem sangue, sem provas mata!

Maria Lucia Zulzke, em 10 de novembro de 2009, às 10:04 am, em S.Paulo - SP - Brasil

sábado, 7 de novembro de 2009

A Rainha que virou pizza - crônicas - JA Dias Lopes

Esse livro mescla histórias e culinária. E reune entre seus fãs, sem culpa, os adeptos aos "pecados das transgressões" da gula. 

Como grande parte de nós guarda memórias sensoriais e, dentre elas, a memória do paladar, esse livro, na página 264, apresenta como foi criada a pizza que leva o nome da Rainha Margherita e as diferenças culturais entre o modo de se fazer pizza no Brasil e na Itália.

Segundo o autor, no dia 11 de junho de 1889,  foi preparado um jantar para os reis da Itália, Margherita e Umberto I. Uma das pizzas trazia tomate, mozzarella e manjericão, alimentos com as 3 cores da bandeira italiana, vermelho, branco e verde - além dos reis terem adorado a receita dos ingredientes, o aspecto visual, tricolor, encantou a rainha. Por ser escolhida, os cozinheiros napolitanos "batizaram" a pizza vencedora com o nome de Margherita.

A rainha, mencionada como fascinante e adorada pelo povo, usava roupas luxuosas, jóias e dedicava-se às obras assistenciais.

Por meio de cardápios bem escolhidos, de uma cultura culinária com significados e de uma escolha carinhosa, podemos homenagear nossos convidados (as).

Em italiano, segundo o autor, a palavra morbidezza é que melhor exprime a textura da pizza italiana  e coloco uma foto pessoal com uma pizza italiana.




Quando estiver com amigos, provando a pizza Margherita, faça uma homenagem à Rainha que a escolheu e preferiu dentre outras, imortalizando-a para o paladar, desde o século 19.

Nesse instante, você estará sendo, como que um dos convivas da Rainha Italiana, e  não importa o tempo, o espaço ou o século que nos separem - esse é o doce segredo dos legados das seleções.


Maria Lucia Zulzke, em 07 de novembro de 2009, em S.Paulo - SP - Brasil, 10:12 am

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Jogos Territoriais - Annette Simmons - Ed. Futura - "um beijo, qual Judas..."

Este livro requer boa dose de maturidade para ser digerido diante das rivalidades nos ambientes de trabalho. E o seu título é bastante ilustrativo - o ser humano briga por território o tempo todo, grande parte do seu esforço é tirar o mais bem sucedido, o mais famoso, o mais antigo de seu posto, o que tem mais destaque etc.

No esporte, isso é facilmente reconhecido e valorizado - são os "records" de tempo, de velocidade, de gols, de conquistas, entre os diferentes esportistas que disputam ou o mesmo esportista busca superar a si mesmo.

Entre os times rivais, entre as torcidas, fica bastante evidente o caráter altamente competitivo das partes.


No ambiente de trabalho há um grande desperdício de talentos e pessoas experientes por conta desses jogos. Dependendo das implicações políticas, das alianças existentes, o jogo de intimidação é explícito ou invisível.


Existem sabotagens muito sérias, desacreditando profissionais, espalhando inverdades e, em casos de ocupação agressiva de territórios, as pessoas indesejadas vão para uma equivalente "Sibéria" sem recursos, cercadas de boatos destrutivos e de armadilhas.


pg 168 - Mais que um jogo: "A maioria das batalhas territoriais se faz bem dentro das normas sociais e parâmetros de justiça e civilidade. Os jogadores territoriais que não jogam dentro desses limites são jogadores de sabotagem. "

pg 148 - " Por alguma estranha razão, a cortesia excessiva pode funcionar como um comportamento de afastamento. A natureza obviamente forçada da inclusão cria uma espécie de sarcasmo comportamental, excluindo o outro do círculo íntimo. É um beijo de Judas que marca publicamente o recebedor da cortesia com os sinais de "inimigo".  Protegido pelo disfarce de politicamente correto, um colega pode enfatizar excessivamente o emprego de pronomes femininos porque ele "não quer ofender Jane, aqui". Sua gentileza excessiva meramente enfatiza a segregação de Jane, sua diferença do resto do grupo. Até envia a mensagem de que Jane é suscetível a essas coisas, enquanto a pessoa que está falando fica com a fama de sensível às necessidades dela. A verdadeira inclusão em um grupo diminui a formalidade. "

Leitura indigesta, mas desafortunadamente real. Pergunto-me qual é a melhor fase para se ler e cheguei à conclusão de que, quem tem o estomago mais tolerante e a maior ambição já leu há muito tempo ou formou-se com seus princípios.

Infelizmente, como abrir novas frentes de trabalho, iniciar novos projetos é mais difícil, a disputa por espaços conquistados  e bem sucedidos, torna-se um jogo de "vida ou morte".

Para sobreviver nos Jogos Territoriais precisamos definir se será necessário - lutar, fugir ou nos agarrar ao posto. A autora comenta os altamente destrutivos comportamentos usados durante os conflitos territoriais e difícil é entender a raiz do problema pois pode ser emocional e não racional.

Maria Lucia Zulzke, em S.Paulo - SP - Brasil, em 05 de novembro de 2009, às 11;25 am.