Livro pela Editora Fundo de Cultura. O autor é advogado, comunicador e foi um grande sucesso como vendedor exclusivo de pianos austríacos no Brasil! Dedica-se à música clássica, desde a infância. Estudou, nos Estados Unidos, sobre qualidade de serviços e atendimento ao consumidor.
Creio que o mundo iria funcionar melhor, se fosse "passado a limpo" pelo crivo do autor e de pessoas exigentes como ele.
Para alguns, ele poderia ser do tipo "não levo desaforo para casa" mas ao contrário de quem pensa ganhar no grito, ele parece que não explode, mas persiste, insiste, registra, escreve e publica. Usa a internet como seu campo de mediação.
Ele fez do seu "ser" e "estar" no mundo, o seu laboratório de aprendizados e, por meio do poder do Direito e da imprensa, onde conta com admiradores, extrai conceitos para avançar no campo das suas propostas.
Neste seu livro, ele relata inúmeras experiências: num cartório, num banco com alguns profissionais da área financeira, com planos de saúde, na tentativa de ouvir música clássica com sua filha, ainda bebê, numa sala pública de concerto, com a falta de troco no varejo, numa vara judicial, e em muitos outros espaços públicos e comuns, partes da vida de cidadãos(ãs) civis.
Transcrevo, a seguir, parágrafos da Introdução do seu livro:
" Ouço frequentemente que os problemas de consumo em que me vejo envolvido - produtos com defeitos reincidentes, serviços pessimamente prestados, práticas abusivas etc - só acontecem comigo. Não é verdade. Eles ocorrem com todo mundo, porém as pessoas têm níveis diferentes de percepção, de tolerância e de reação. Pela minha formação acadêmica e prática profissional, creio estar "mais alerta" para detectar falhas e abusos dos fornecedores em geral. Além disso, como conhecedor dos próprios direitos, imagino ter uma reação "mais indignada" e de "cobrança efetiva" daquilo que considero ser justo, ético e lícito...."
por Maria Lucia Zulzke, em 18 de setembro de 2009, em S.Paulo - SP - Brasil, às 9:20hs
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Ame-se e Cure Sua Vida - Louise Hay - editora Best Seller
É possível que ao longo dos anos você só tenha entrado em contato com ela para repreendê-la e criticá-la. Não podemos rejeitar uma parte de nós mesmos e continuar em harmonia interior. É por isso que às vezes somos infelizes. A cura depende também de se juntar todas as partes de nós mesmos para podermos nos tornar inteiros e completos."
Escrevi poesia simples, mesmo sem rimas para a "criança interna" pois iria precisar aprender tanto sobre tanta coisa do presente e do futuro que eu jamais vivi.
por Maria Lucia Zulzke, em 16 de setembro de 2009, às 10:23 am, em S.Paulo - SP - Brasil
terça-feira, 15 de setembro de 2009
"Por favor, não me ame!"
Este livro de José Roberto Rocha, da editora Gente, chamou-me atenção pelo título. Como poderia alguém não querer ser amado(a) se todos (as) parecem procurar amor ?!
O "amor", afinal, em muitos casos, na maior parte das sociedades disfarça sensações como desejo físico, necessidade de companhia, vaidade, desejo de ostentar "um troféu" e por isso acorrenta, abafa, tolhe, controla, coloca limites, define expectativas, modelos etc. Para alguns homens e mulheres tem um peso imenso!
Mesmo que digam que os filhos nasçam para serem livres..."Seus filhos não são seus filhos...."
Ao longo do livro, que é curto mas denso, 134 páginas para se pensar - vai-se entendendo e acompanhando o raciocínio do autor que é mineiro, cursou o colégio científico mas conseguiu diversificar para as artes e ser autor de peças teatrais, ator e músico. Jornalista, estudou na Espanha, trabalhou em empresas de comunicação e programas jornalísticos em alguns países da Europa.
Um de seus parágrafos " ... no amor nada se controla. Não existe espaço para acertos de contas. Não há como contabilizar ou medir os sentimentos. É impossível avaliar lucros e perdas, frequente balanço do "dar e receber". No amor não devemos nos manifestar assim. A intenção cega de agradar e de ser agradado deve ser repensada e substituída pela livre fluência de nossos afetos. O comportamento de quem ama e quer ser amado passa obrigatoriamente pela espontaneidade das atitudes.
Por essas águas turvas é preciso navegar com todo o cuidado e leveza, equilíbrio e moderação. O fogo e a incandescência são elementos da paixão e do sexo, não do amor. Não podemos possuir o ser amado e nem guardá-lo para nós, privando-o do mundo, dos amigos e da vida."
por Maria Lucia Zulzke, em 15 de setembro de 2009, às 10:55am em S.Paulo - SP - Brasil.
O "amor", afinal, em muitos casos, na maior parte das sociedades disfarça sensações como desejo físico, necessidade de companhia, vaidade, desejo de ostentar "um troféu" e por isso acorrenta, abafa, tolhe, controla, coloca limites, define expectativas, modelos etc. Para alguns homens e mulheres tem um peso imenso!
Mesmo que digam que os filhos nasçam para serem livres..."Seus filhos não são seus filhos...."
Ao longo do livro, que é curto mas denso, 134 páginas para se pensar - vai-se entendendo e acompanhando o raciocínio do autor que é mineiro, cursou o colégio científico mas conseguiu diversificar para as artes e ser autor de peças teatrais, ator e músico. Jornalista, estudou na Espanha, trabalhou em empresas de comunicação e programas jornalísticos em alguns países da Europa.
Um de seus parágrafos " ... no amor nada se controla. Não existe espaço para acertos de contas. Não há como contabilizar ou medir os sentimentos. É impossível avaliar lucros e perdas, frequente balanço do "dar e receber". No amor não devemos nos manifestar assim. A intenção cega de agradar e de ser agradado deve ser repensada e substituída pela livre fluência de nossos afetos. O comportamento de quem ama e quer ser amado passa obrigatoriamente pela espontaneidade das atitudes.
Por essas águas turvas é preciso navegar com todo o cuidado e leveza, equilíbrio e moderação. O fogo e a incandescência são elementos da paixão e do sexo, não do amor. Não podemos possuir o ser amado e nem guardá-lo para nós, privando-o do mundo, dos amigos e da vida."
por Maria Lucia Zulzke, em 15 de setembro de 2009, às 10:55am em S.Paulo - SP - Brasil.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Dewey - um gato entre livros - Vicki Myron - editora Globo
Animais não atraíam nossos afetos até que.... um gatinho, pequeno, mal cabia na palma da mão, começou a fazer parte das nossas vidas.
Com meses de idade, fez uma queda livre do 8 andar e caiu sobre a folha de uma palmeira, no térreo do prédio. Quebrou a folha da palmeira e pousou no chão. Foi recuperado sem nenhum arranhão. Ficou dias traumatizado, sem coragem para arriscar, mas depois voltou ao "normal".
este é o gatinho que nós tanto gostamos e aprendemos a entender sua maneira de ser
Essa "bola de pelo" - o gatinho da foto acima, nasceu em S.Paulo - é o gatinho carinhoso, macio e temperamental que convive conosco. Não gosta que a gente espirre ou tussa perto dele. Fica assustado e corre longe, sem nunca ter sido orientado sobre a gripe suína. Não suporta ruidos fortes! Mia diferente em cada situação.
O livro "Dewey" , da editora Globo, é para quem quer se apaixonar por algum gato ou já é apaixonado(a) e quer ler páginas deliciosas sobre o gato de Iowa, que ama a companhia de livros e adotou a biblioteca da cidade como seu lar.
O livro começa assim - "Existe uma planície de mil milhas no meio dos Estados Unidos, entre o rio Mississippi, a leste, e os desertos do oeste....
"Que impacto pode causar um animal? Com quantas vidas um gato pode se envolver? Como é possível que um gatinho abandonado transforme uma pequena biblioteca em local de reunião e atração turística, inspire uma clássica cidade norte-americana, una uma região inteira e acabe se tornando famoso no mundo todo? Você não conseguirá responder essas questões até ouvir a história de Dewey Readmore Books, o amado gato da biblioteca de Spencer, Iowa.
Estamos chamando-o de Dewey. Em homenagem ao Sistema Decimal de Dewey. Porém ainda não decidimos sobre um nome de verdade."
por Maria Lucia Zulzke, em 11 de setembro de 2009, às 10:10am em São Paulo - SP - Brasil.
Com meses de idade, fez uma queda livre do 8 andar e caiu sobre a folha de uma palmeira, no térreo do prédio. Quebrou a folha da palmeira e pousou no chão. Foi recuperado sem nenhum arranhão. Ficou dias traumatizado, sem coragem para arriscar, mas depois voltou ao "normal".
este é o gatinho que nós tanto gostamos e aprendemos a entender sua maneira de ser
Essa "bola de pelo" - o gatinho da foto acima, nasceu em S.Paulo - é o gatinho carinhoso, macio e temperamental que convive conosco. Não gosta que a gente espirre ou tussa perto dele. Fica assustado e corre longe, sem nunca ter sido orientado sobre a gripe suína. Não suporta ruidos fortes! Mia diferente em cada situação.
O livro "Dewey" , da editora Globo, é para quem quer se apaixonar por algum gato ou já é apaixonado(a) e quer ler páginas deliciosas sobre o gato de Iowa, que ama a companhia de livros e adotou a biblioteca da cidade como seu lar.
O livro começa assim - "Existe uma planície de mil milhas no meio dos Estados Unidos, entre o rio Mississippi, a leste, e os desertos do oeste....
"Que impacto pode causar um animal? Com quantas vidas um gato pode se envolver? Como é possível que um gatinho abandonado transforme uma pequena biblioteca em local de reunião e atração turística, inspire uma clássica cidade norte-americana, una uma região inteira e acabe se tornando famoso no mundo todo? Você não conseguirá responder essas questões até ouvir a história de Dewey Readmore Books, o amado gato da biblioteca de Spencer, Iowa.
Estamos chamando-o de Dewey. Em homenagem ao Sistema Decimal de Dewey. Porém ainda não decidimos sobre um nome de verdade."
por Maria Lucia Zulzke, em 11 de setembro de 2009, às 10:10am em São Paulo - SP - Brasil.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
" As Brasas" - Sándor Márai - Cia das Letras
Quando estamos experimentando uma culinária diferente e que nos agrada muito, queremos voltar aos pratos preferidos e passamos dias repetindo receitas prediletas. Alguns paladares são assim e alguns sabores são assim. Outros, não queremos repetir jamais! Desagradáveis, fazem-nos mal!
Com bons livros é quase o mesmo que acontece. Como ler depressa este livro? Volto ao mesmo parágrafo várias vezes, releio, fecho o livro e volto - são palavras simples, unidas numa frase, e fazem a diferença " Vejo o instante em que o apresentei a meu pai no jardim do colégio. Ele o aceitou como amigo, porque você era meu amigo. Não confiava sua amizade a qualquer um. Falava pouco, mas podia-se confiar no que dizia, até a morte. Lembra-se daquele instante? ......meu pai apertou sua mão. Você é o amigo de meu filho? disse 'Honre esta amizade' Creio que para ele não havia nada mais importante que a honra. Está me ouvindo?"
pg 89 - " Porque existe uma verdade baseada nos fatos. Aconteceu isto e aquilo, neste ou naquele momento. São coisas fáceis de estabelecer. Os fatos falam por si, como se costuma dizer, e no final da vida todos os fatos, postos lado a lado, lançam acusações e clamam às escâncaras, com mais força do que um condenado submetido à tortura. Não pode haver equívocos sobre o que aconteceu.....Não pecamos só pelos atos, mas também pela intenção que nos leva a executar determinados atos. A intenção é tudo. Os grandes códigos jurídicos de inspiração religiosa do passado, que consultei, declaram explicitamente: um homem pode aviltar-se por infidelidade e por atos infames, sim, também pode tocar o fundo, cometer homicídio, e no entanto conservar sua pureza interior. O ato ainda não corresponde à verdade. É uma simples consequência. .... o fato ... é fácil estabelecer, o motivo, não. Creia.... examinei todas as hipóteses que pudessem me ajudar a entender a razão desse seu passo incompreensível."
por Maria Lucia Zulzke, em 10 de setembro de 2009, às 13:30 hs em S.Paulo - SP - Brasil
Com bons livros é quase o mesmo que acontece. Como ler depressa este livro? Volto ao mesmo parágrafo várias vezes, releio, fecho o livro e volto - são palavras simples, unidas numa frase, e fazem a diferença " Vejo o instante em que o apresentei a meu pai no jardim do colégio. Ele o aceitou como amigo, porque você era meu amigo. Não confiava sua amizade a qualquer um. Falava pouco, mas podia-se confiar no que dizia, até a morte. Lembra-se daquele instante? ......meu pai apertou sua mão. Você é o amigo de meu filho? disse 'Honre esta amizade' Creio que para ele não havia nada mais importante que a honra. Está me ouvindo?"
pg 89 - " Porque existe uma verdade baseada nos fatos. Aconteceu isto e aquilo, neste ou naquele momento. São coisas fáceis de estabelecer. Os fatos falam por si, como se costuma dizer, e no final da vida todos os fatos, postos lado a lado, lançam acusações e clamam às escâncaras, com mais força do que um condenado submetido à tortura. Não pode haver equívocos sobre o que aconteceu.....Não pecamos só pelos atos, mas também pela intenção que nos leva a executar determinados atos. A intenção é tudo. Os grandes códigos jurídicos de inspiração religiosa do passado, que consultei, declaram explicitamente: um homem pode aviltar-se por infidelidade e por atos infames, sim, também pode tocar o fundo, cometer homicídio, e no entanto conservar sua pureza interior. O ato ainda não corresponde à verdade. É uma simples consequência. .... o fato ... é fácil estabelecer, o motivo, não. Creia.... examinei todas as hipóteses que pudessem me ajudar a entender a razão desse seu passo incompreensível."
por Maria Lucia Zulzke, em 10 de setembro de 2009, às 13:30 hs em S.Paulo - SP - Brasil
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